Sinopse

Situado no semi-árido do Nordeste brasileiro, o rio São Francisco tem sido objeto de intensa exploração desde os anos 60, principalmente para geração energética, gerando assim a sistemática violação dos direitos étnicos e territoriais dos povos indígenas. A violência exercida pelas grandes obras atinge, entre outros, os aspetos culturais e espirituais dos povos indígenas, tendo grande impacto no patrimônio imaterial, tema ainda silenciado e omisso. Ainda hoje, um grande contingente populacional é vítima das grandes obras e do descaso governamental que sempre caracterizou a região. Os povos tradicionais estão resistindo ao projeto de transposição e de novas barragens, continuam denunciando a realidade da bacia e defendendo o Velho Chico, “pai e mãe das nações indígenas”.