As lutas na América Latina

As lutas na América Latina

Sinopse

 

Dois países latino-americanos estão em convulsão nestes dias. Mas, cada um deles, apresenta uma situação bastante particular e diferentes níveis de participação popular nos protestos. O primeiro deles é o Peru, cujo presidente decidiu fechar o Congresso para impedir a ação da direita fujimorista. Antes que o congresso desse um golpe o presidente atuou. Mas, Martín Viscarra não é nenhum líder popular. Assumiu o cargo depois da tumultuada renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, do qual era vice. É um empresário da construção e forma parte dos grupos que compõem a classe dominante no Peru. Tem enfrentado fortes protestos populares contra sua política de mineração que têm colocado a água e a vida das comunidades sob ameaça. A batalha no Peru é entre os grupos de poder ultraliberal/reacionário e os neoliberais. Ali, para eles, os trabalhadores não contam.

Já no Equador a cor dos protestos é bem diferente. O que se vê nas ruas é o protesto popular que explodiu com a decisão de Lenín Moreno de aderir sem reservas às políticas de ajuste do FMI, promovendo um aumento de 100% na gasolina, e provocando desemprego em massa. Essas medidas, que aprofundam a crise vivida pelo país já há algum tempo, levaram a um levante popular, com as ruas sendo tomadas em protestos massivos. Ainda que no Equador os grupos de poder estejam em disputa também, envolvendo aí os partidários de Rafael Correa, as manifestações nas ruas estão amparadas nas bandeiras dos trabalhadores e dos povos originários.

O professor Nildo Domingos Ouriques, do IELA, analisa esses episódios contemporâneos e mostra como o imperialismo estadunidense está atuando, sem se importar se os governos dos países são conservadores ou liberais.