O coletivo se propõe a refletir criticamente sobre o Serviço Social, e a atuar junto a comunidades que se organizam autonomamente na busca dos seus direitos.  

Como espaço político-acadêmico da área do Serviço Social - a reunir estudantes da graduação e pós-graduação, além de profissionais, militantes sociais e docentes - o Coletivo Veias Abertas tem como proposta articular e potencializar projetos de pesquisa e extensão, vinculados institucionalmente ao IELA/UFSC, nos temas relacionados à questão social, trabalho e políticas públicas, sempre com uma mirada latino-americana.

Sua origem decorre do anseio político e investigativo de nos debruçarmos sobre a análise das particularidades da produção e reprodução capitalista no continente latino-americano, a partir do legado teórico-político da Teoria Marxista da Dependência, bem como do estudo das condições concretas das políticas sociais na sociedade brasileira, incluindo a realização de projetos de extensão, cujo caráter prima pelo fortalecimento do protagonismo popular, em diferentes segmentos populacionais, porém, sempre vincados na luta contra a opressão.

É dimensão essencial do Coletivo Veias Abertas inquirirmos sobre as possibilidades reais de ultrapassagem do eixo formal-abstrato dos direitos sociais, na direção da mobilização protagônica das massas. Como coletivo que almeja uma práxis transformadora, pesquisamos o continente moreno e militamos por uma América Latina livre, soberana e insurgente.

Traduzindo um esforço de construção orgânica de iniciativas de extensão que desbordem para rigorosos processos de investigação, realizamos nos últimos anos três grandes projetos de extensão cuja produção encontra-se agora - após a conclusão das primeiras etapas dos projetos - em etapa de finalização. Também estabelecemos um plano de estudos voltado a reflexão teórico-política sobre protagonismo popular, vinculado especialmente à política pública de assistência social, e outro grupo voltado para o estudo da questão indígena no país, com ênfase na mobilização de estratégias tecnológicas de registro audiovisual do patrimônio cultural dos Guaranis, mas também de outras etnias agora.

Simultaneamente, seguimos realizando as pesquisas individuais e coletivas que permitem a reflexão de temas afetos aos projetos de mestrado e de doutorado, sempre com vínculo aos processos sociais nos quais nos inserimos na nossa militância social.

De maneira oficial, integramos o grupo de pesquisa “Trabalho e Política Social na América Latina”, vinculado ao CNPq. O grupo é composto por pesquisadores professores, pós-graduandos e graduandos do Curso de Serviço Social da UFSC. Está registrado como grupo de estudos desde 2010, tendo sido incluído no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq em 2011.