Trump decreta embargo contra Venezuela

7 de Agosto de 2019, por Elaine Tavares


O presidente dos Estados Unidos assinou, nessa segunda-feira, uma ordem executiva que impõe novas sanções à Venezuela e ao governo do presidente Nicolás Maduro. A medida praticamente define o embargo econômico total. Além disso, congela as propriedades e ativos do governo venezuelano, enquanto o país lida com as atuais sanções impostas contra sua indústria petrolífera. É concretamente um roubo do patrimônio do povo venezuelano que provocará muito mais tragédia à população.

Segundo informações do Wall Street Journal as sanções à Venezuela seguem o mesmo receituário das impostas à Coréia do Norte, Irã, Síria e Cuba. 

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, disse em uma entrevista que o país "enfrenta um golpe legal transnacional planejado pelo governo dos Estados Unidos". A Venezuela segue vivendo uma grave crise política que se aprofundou com a tentativa de derrubada de Maduro pelo deputado títere dos EUA, Juan Guaidó, em janeiro desse ano. A ação da direita local, articulada com as ações dos Estados Unidos contra o país tem causado sérios danos à economia e ao povo venezuelano já que o governo, com os ativos sequestrados não consegue comprar os produtos que são necessários à vida, tais como comida e remédios. 

Segundo a Organização das Nações Unidas, cerca de um quarto da população da Venezuela precisa de assistência e três milhões de pessoas deixaram o país desde 2016, por conta das sanções e das crises provocadas desde fora. Enquanto isso, seguem as ações na América Latina dos diplomatas estadunidense visando agregar mais apoio ao golpista Juan Guaidó, na tentativa de derrocar o governo.

Por outro lado, na Venezuela, praticamente todas as semanas a população sai às ruas em apoio ao governo, procurando manter as conquistas da revolução bolivariana em meio a toda essa campanha criminosa de saque das riquezas. Venezuela experimenta agora o que Cuba tem vivido desde há 60 anos. Cuba sobreviveu e está de pé. O povo venezuelano acredita que também vencerá. 

Com informações do Democracy Now