Sobre a ciência no Brasil

14 de Novembro de 2017, por IELA


Othon Luiz Pinheiro da Silva é um engenheiro naval, mecânico e engenheiro nuclear, vice-almirante do Corpo de Engenheiros e Técnicos Navais da Marinha do Brasil. Considerado um dos mais importantes cientistas do país ele foi preso pela primeira vez na Operação Radiotividade, 16ª fase da Operação Lava Jato desencadeada pelas delações de Dalton Avancini, um ex-executivo da empreiteira Camargo Corrêa. Posteriormente voltou a ser preso na Operação Pripyat, desdobramento da anterior que investigou denúncias de corrupção na Eletronuclear. Lembrando que todas essas denúncias fazem parte do controvertido processo de “delação premiada”, que tem rasgado todas as regras do estado democrático. 

Condenado a  43 anos de prisão ele foi solto por um habeas corpus agora em outubro de 2017 pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

A prisão do almirante faz parte do processo de desmonte na ciência no Brasil e se configura num dos maiores absurdos dessa “república” que assoma depois do golpe que tirou do governo a presidenta Dilma Roussef. 

Nessa entrevista ele fala sobre o trabalho desenvolvido, sobre a política nuclear do Brasil e os interesses do EUA que levaram à sua prisão.

Veja a entrevista feita por Wadih Damous: