Novo livro de Gilberto Vasconcellos

9 de Novembro de 2018, por IELA


Este livro retrata como o imperialismo tomou conta e ocupa toda a cultura brasileira depois da morte de Glauber Rocha em 1981.

Não temos território.
Não temos fábrica de antibiótico.
Não temos banco.
Não temos moeda.
Não temos sol.
Não temos água.

Consequentemente não temos cinema brasileiro.


O quebra cabeça é o domínio da telenovela, cujo o padrinho foi Carlos Lacerda, por isso mesmo este está em foco na capa.

Que o leitor não fique chocado.

Carlos Lacerda ajudou a derrubar Getúlio Vargas e foi um dos golpistas de 64. Esse golpe está na essência da filmografia do Cinema Novo.


A ênfase de Gilberto Felisberto Vasconcellos é posta pela primeira vez na constelação Walter da Silveira, Roberto Pires e Glauber Rocha.

A abordagem é regional para entender a dialética do nacional e o universal.

O ponto de partida é o marxismo do crítico Walter da Silveira, que foi o fundador de um cineclube nacionalista e revolucionário em Salvador.

Tudo começou lá pela metade dos anos cinquenta.


O quebra cabeça não está só no cinema.
O quebra cabeça está no Brasil e na América Latina.
A contradição é fílmica e existencial.
É a contradição nação versus imperialismo.

Não é preciso dizer da atualidade deste livro.
Trata-se de um libelo contra o entreguismo que está rolando nesta trágica atualidade.


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