México: assassinato de prefeitos e violência desatada

5 de Janeiro de 2018, por Elaine Tavares


De acordo com informações divulgadas pelo Secretariado Executivo do Sistema Nacional de Segurança Pública, o ano de 2017 foi considerado o ano mais violento das últimas décadas no México. Além das mortes de jornalistas, 13, militantes sociais, sindicalistas e estudantes, foram registrados nove assassinatos de prefeitos, dos mais variados partidos. 

O último deles foi o prefeito de Petatlán, Guerrero, Arturo Gómez Pérez, assassinado no início de janeiro, atingido por dois tiros em um restaurante.  A matança de prefeitos começou em janeiro de 2017, quando Antolín de Vital Martínez, prefeito de Tepexco, Puebla foi morto, atingido por dois tiros quando viajava pela estrada federal Puebla-Huajuapan de León. No dia seis de outubro, vários homens armados dispararam contra o prefeito de Paracho, Michoacán, Stalin Sánchez González, na porta de sua casa. 

No dia 10 de outubro foi o prefeito de Huitzilan de Serdán, Puebla, Manuel Hernández, assassinado em uma emboscada durante uma viagem. Em 20 de outubro, também numa estrada, foi morto Crispín Gutiérrez Moreno, prefeito de Ixtlahuacán, Colima. No dia 20 de novembro, um comando armado, com uniformes do tipo militar, atentou contra Santana Cruz Bahena, prefeito de Hidalgotitlán, Veracruz.

Em 25 de novembro, também em Veracruz, o prefeito de Ixhuatlán de Madero, Víctor Manuel Espinoza Tolentino, foi encontrado com mais quatro corpos, entre eles o de sua esposa. No 8 de dezembro, José Santos Hernández, prefeito San Pedro El Alto, Oaxaca, foi assassinado a queima roupa por um grupo armado. No  18 de dezembro, Sergio Antonio Zenteno Albores, vereador em Bochil, Chiapas, também foi metralhado. 

O México vive um drama com relação à segurança, pois o país está praticamente dominado pelo narcotráfico, que não poupa balas contra qualquer um que venha se colocar no caminho dos seus negócios. Além disso, o governo, absolutamente ajoelhado diante dos Estados Unidos, aprofunda a pobreza e não busca caminhos para coibir o crime organizado. Sem saída, as comunidades precisam formar milícias privadas, comunitárias, para a defesa de suas casas. 

Fonte: La Jornada