Da política da terra arrasada à luta pela dignidade

30 de Janeiro de 2018, por Carlos Walter Porto-Gonçalves

Luta pelo território segue firme
Luta pelo território segue firme

Nenhuma análise sobre qualquer tema atual sobre o Brasil pode ignorar que se vive um estado de exceção, uma “democracia bloqueada” (Julio Echeverria) ou uma “democracia blindada” (Felipe Demier), como vêm assinalando vários cientistas sociais.

Dada a magnitude do que está implicado na atual crise política, a conjuntura que se apresenta tem implicações históricas densas, é dizer, de caráter estrutural onde múltiplos tempos se atualizam e se imbricam. E num país/numa sociedade com uma formação territorial forjada na concentração das condições materiais vitais (terra/fotossíntese-solo-subsolo-água-ar) pela inscrição subordinada/periférica/dependente na geopolítica do sistema mundo capitalista moderno-colonial patriarcal a questão da terra/do território ganha centralidade.

O protagonismo que os setores ligados ao bloco de poder das oligarquias capitalistas moderno-coloniais patriarcais tiveram na elaboração e execução do golpe parlamentarjurídico-midiático em curso é emblemático (Porto-Gonçalves, 2017: 109).

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