América Latina/Abya Yala no Sistema Mundo

28 de Janeiro de 2020, por Carlos Walter Porto-Gonçalves

 


De Geopolítica, de outras configurações socioespaciais e de Outros Horizontes de Sentido
(A questão da terra e da Terra revisitada)

Várias questões importantes estiveram fora do debate teórico-político nos últimos anos, tanto nos meios acadêmicos como políticos, com exceção dos poucos especialistas que se mantiveram atentos. A Reforma Agrária veio perdendo espaço, por exemplo. O ensaio que aqui oferecemos ao leitor procura colocar o debate sobre a terra e a Terra num âmbito mais amplo. Para isso, começamos pela questão geopolítica, sem a qual é impossível entender os processos socioespaciais em curso em suas múltiplas dimensões escalares espaço-temporais, com sua dimensão política explícita. A questão geopolítica, como não poderia deixar de ser, já se coloca no próprio título desse artigo, que reconhece uma tensão territorial constitutiva da região que nos cabe habitar. Afinal, dar nome próprio já é, de certa fora, se apropriar e a tensão no nome América
Latina/Abya Yala (Porto-Gonçalves, 2011) revela uma disputa de poder de nomear, o que se coloca de modo explícito sobretudo desde os anos 1990 e como vimos recentemente (01 a 13 de outubro de 2019) no Equador.

Estamos diante de uma nova configuração do sistema mundo capitalista modernocolonial que nos governa a 500 anos! Com isso, a inspiração braudeliana de Imannuel Wallerstein (1930-2019), com sua história de larga duração, reforça a genial formulação de Milton Santos de entender o “espaço geográfico como acumulação desigual de tempos” e de Marc Bloch que nos fala da “contemporaneidade do não-coetâneo”. Com isso, nos aproximamos de Geovanni Arrighi, Aníbal Quijano e José Luiz Fiori intelectuais que veem trazendo contribuições fundamentais para a questão geopolítica nos chamando a atenção para a primazia da escala global do sistema mundo para que se compreenda as múltiplas escalas que nos habitam.

No Brasil, destaquemos José Luiz Fiori e, sobre América Latina especificamente, a enorme contribuição do IELA – Instituto de Estudos Latino Americanos – da UFSC, no qual se destacam o economista Dr. Nildo Ouriques e a cientista social Drª Elaine Tavares.
 

Leia o texto na íntegra no enlace abaixo:

https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/203996